Calcular o custo do
descuido na impermeabilização é simples: se feita preventivamente, ela equivale
a 2% do valor total da construção. Consertar o problema com a obra pronta sobe
esse índice para 15%. Além das infiltrações, a falta de proteção contra umidade
gera uma das dores de cabeça domésticas mais comuns: “Mais da metade dos
problemas com pintura surge por causa de impermeabilização irregular”, alerta
Wadson Marques, coordenador de projetos da Sika. Outro ponto crítico reside na
troca de revestimentos. “O processo costuma agredir a impermeabilização antiga.
Antes de colocar o acabamento, faça uma nova”, sugere Vicente Panizotto,
gerente técnico da Mactra. A boa notícia: todos os problemas têm solução.
“Encontrar a solução
completa no quesito impermeabilização para as diferentes etapas da construção é
a saída certa para ter proteção e economia”, aponta o engenheiro civil
Alexandre Rodrigues, gerente de produtos impermeabilizantes da Anchortec
Quartzolit. Versões mais simples, como aditivos, são mais baratas e adequadas
para fundações. Já as poliméricas, mais caras, protegem acabamentos e são de
aplicação fácil. As mantas, instaladas a quente ou a frio, cobrem áreas
maiores, expostas às intempéries.
Novidades do setor
Nos últimos anos, a
indústria tem se esmerado em desenvolver produtos versáteis para facilitar essa
etapa da obra. O investimento visa principalmente simplificar a aplicação, já
que a tarefa exige capacitação. “Encontrar bons profissionais ainda é um dos
maiores desafios do setor”, avalia o arquiteto Marcos Moraes, diretor da
Impermol, aplicadora de São Paulo. Com a evolução do segmento, já existem
curingas para todas as etapas da construção, mas eles ainda pesam no bolso.
Onde proteger?
A regra é impermeabilizar todos os pontos do imóvel em contato com
o solo (vigas e fundações, contrapisos, paredes, muros de arrimo) ou que
estejam expostos à água (paredes externas, varandas, floreiras, jardins de
inverno, piscinas, cisternas e lajes). O produto mais adequado e a técnica de
aplicação dependem da condição e da quantidade de água a que o local está
sujeito (uma piscina carece de mais reforço que uma cozinha, por exemplo). “Essas
definições cabem a um profissional especializado”, orienta Wilson Neves, gestor
executivo do Instituto Brasileiro de Impermeabilização (IBI). É preciso ainda
tomar outros cuidados, como dar caimento a ralos e saídas pluviais e prever o
número certo de drenos.




